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Infertilidade – E agora não consigo engravidar?

Infertilidade, e agora não consigo engravidar? O problema está comigo, ou com meu companheiro? Afinal de contas porque não consigo engravidar? Algo tão fácil e tão temido pela maioria das mulheres!

Vamos falar sobre infertilidade, sem culpa!

Anticoncepção é o tema que mais dá ibope. Cada dia mais as mulheres em diferentes faixas etárias, de diferentes classes sociais adiam a maternidade para um momento ideal de temperatura e pressão. Embora o desejo de fuga da gestação seja uma constante, muitas mulheres, mesmo sem querer ou sem ter a mínima condição seja ela relacionais, emocionais, financeiras ou até mesmo psicológicas ficam grávidas, mas algumas não! Sei que não estou falando para a grande maioria das mulheres, mas algumas irão se identificar com essa dor. A expectativa frustrada da maternidade não só pode ser desencadeada por algumas doenças, como também pode estar associada ao desenvolvimento de alguns transtornos emocionais e psicológicos; representando um grande desafio tanto para o casal como para o ginecologista.

Embora muitos casais desconfiem da infertilidade, a constatação e a verbalização do problema pelo profissional da saúde disparam sentimentos de impotência e desespero que em nenhum momento serão benéficos para o tratamento, muito menos para o relacionamento.

Relógio biológico da mulher

Por mais que a ciência tenha evoluído, assim como as técnicas de reprodução assistida o relógio biológico das mulheres continua a funcionar como no tempo das nossas avós. A queda importante da fertilidade continua acontecendo após os 35 anos de idade. Atualmente vamos para o mercado de trabalho, queremos completar nossos estudos, investir na carreira, estar bem sucedida econômica e profissionalmente para depois pensarmos nos filhos. Sem contar na procura do parceiro ideal, aquele com quem vale a pena ter um filho. Muitas vezes esse tempo de procura e projetos pode ser bem estendido comprometendo o sonho da maternidade. Fizemos todos os planos, mas infelizmente nem sempre combinamos esses projetos com os nossos ovários.

Vale lembrar que a mulher já nasce com a reserva ovariana que irá segui-la durante toda vida; e a cada menstruação uma parcela dessa economia é gasta. Portanto, para o plano de gestação para fase mais madura vale o planejamento de guardar os seus próprios óvulos congelados no banco de óvulos; para o momento em que se achar mais adequado para a gestação. A reserva ovariana de uma mulher pode ser estimada baseada em alguns fatores como dosagem do hormônio anti-mulleriano, contagem de folículos ovarianos através do exame de ultrassom, além de dosagem de FSH na fase folicular. Mas como nada é matemático na fertilidade, essa reserva apenas nos trará uma ideia das maiores probabilidades, mas não poderemos precisar e fechar o que realmente irá acontecer.

Infertilidade e o casal

Muitas vezes encontramos casais onde nada de errado foi evidenciado. Como sempre muitos chegarão para esses casais e darão inúmeros exemplos de pessoas que engravidaram quando desencanaram. Não vou bater nessa tecla, mesmo porque sei quão desagradável esse comentário é para alguém que tem sua expectativa e esperança postergada; mas vou pedir para mudarem o foco da atenção de vocês. Gastem seus esforços físicos e mentais em ter uma vida com qualidade; algo praticamente impossível frente nossas rotinas diárias um tanto quanto estressantes. Tentem introduzir alimentação saudável e atividade física regular; essa mudança pode até não resultar no filho, mas resultará com certeza numa vida melhor. E se essa melhora vier junto com o filho melhor ainda!! Poderemos replicar e ensinar não só nossos valores, mas também hábitos saudáveis que foram reforçados nesse período de espera.

Por fim gostaria de te estimular a não ficar triste nem desanimada frente essa possibilidade do não para gestação. Vamos lá! Movimente-se! Corra atrás do seu sonho da maternidade seja com seus próprios óvulos, com óvulos doados, com sêmen doado, com útero doado ou pela adoção.  Mas, por favor, não tente fazer isso sozinha.

Consolide a ideia junto com seu parceiro, lembre-se que vocês dois estão ligados nesse sonho. E contem com o auxilio do seu ginecologista que irá individualizar o tratamento e expor as possibilidades e eventuais caminhos para realização desse sonho.

Escrito por Dra Presciliana Mitrano – CRM 100.071

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