Presciliana Mitrano

Decidi fazer medicina quando tinha 15 anos, até então estava fazendo o curso de magistério, gostava de ensinar, porém no meio do curso percebi que a minha verdadeira vocação era cuidar das pessoas, em alguns momentos isso implicaria em ensinar, porém ansiava mais.

No início da faculdade imaginava ser intensivista (médico que trabalha em UTI) e até o penúltimo ano da graduação essa era a minha escolha, até que fui num Congresso Internacional de Medicina Intensiva que mudou a minha vida. O palestrante era nada menos do que Dr. Sibai – ginecologista obstetra que não só tem a arte de cuidar, mas também de ensinar. Continua até hoje sendo um dos pesquisadores mais respeitados quando falamos de eclampsia. Naquele momento meu olhar mudou e percebi que era paixão no mais alto grau e totalmente irreversível, optei por ser ginecologista!

Ginecologia era a especialidade da mulher, poderia ficar intrigada com a complexidade do ser humano e dos relacionamentos ao seu redor, ouvir muitas estórias, cuidar de pessoas num aspecto mais amplo e manter habilidade cirúrgica que também sempre me encantou. O gosto pelo ensino não ficou para trás, já que poderia não só tratar processos de doença, mas ensinar hábitos que promovessem saúde. Poderia também participar de processos de vida, da gestação e do parto! Ser testemunha dos momentos mais marcantes de um casal: o nascimento de um filho. Enfim a escolha estava mais do que acertada e definida.

Me formei em 1996 na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desde então agradeço pelo privilégio de ter escolhido cuidar de mulheres com todo o turbilhão de hormônios presentes, cada uma com uma singularidade e complexidade que me encantam todos os dias.

Em 1997 iniciei minha Residência Médica também na UFRJ e a partir daí fui me direcionando para a Uroginecologia. Resolvi me aprofundar nessa especialidade através da pós-graduação e para isso mudei de cidade – a carioca em Sampa! No inicio adaptação com dificuldade, mas hoje sou uma carioca paulistana.

Defendi meu doutorado em 2006 na Universidade Federal de São Paulo-UNIFESP-EPM, estudando a bexiga e uretra de ratas durante e após a prenhez. Embora tenha aparência um pouco assustadora a fase pesquisadora precisava existir, não só para ter embasamento científico para oferecer para as pacientes no cuidado geral do seu bem estar; mas também para reforçar  que a especialista não havia perdido a essência de cuidar de mulheres, ouvir seus dilemas, ajudar em processos de vida e saúde, enfim de continuar a trocar  experiências.

Muitas vezes me pego sendo mais psicóloga do que ginecologista, mas  como o ser humano é um todo não há como separar.

As emoções não estão isoladas do corpo, elas interferem tanto nos processos de doença como de cura, assim como a complicada rotina da mulher pós moderna, assim como o relacionamento com o parceiro.

Uau! Essa complexidade da arte da medicina me fascina cada dia mais, não só escuto, mas falo muito, por isso melhor parar a minha apresentação por aqui.

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Ginecologia para Casal

Qual mulher não passou pela dificuldade de informar ao parceiro que ele deveria tomar uma medicação por conta de algum achado do ginecologista? Será que esse desconforto melhoraria ou seria pior se os dois tivessem ido juntos na consulta?

Essa resposta não é fechada e depende muito da mulher, do relacionamento do casal, da disponibilidade do parceiro, enfim, muitas variáveis, como diz o comercial da Marisa muda de mulher para mulher. No entanto, quando conseguimos o engajamento do parceiro na consulta, sem sombra de dúvidas ela é um tanto quanto mais proveitosa.

Normalmente na consulta do ginecologista a grande maioria das mulheres se sente mais confortável indo sozinha, em raros momentos o parceiro está presente fisicamente. Sua ausência, porém, na grande maioria das vezes é apenas física, uma vez que inúmeras vezes durante a consulta seu nome assim como suas atitudes ou ausência delas são comentadas.

Estamos acostumados à companhia do parceiro em situações bem específicas, como na consulta de pré-natal, nos ultrassonografias do bebê ou durante o tratamento de infertilidade. Mas afinal de contas o parceiro deve ou não acompanhar a mulher na consulta do ginecologista?

Temos algumas considerações, mas somente uma pessoa poderá responder essa pergunta, e no caso a própria mulher!

É importante lembrar que a mulher não está com o corpo dela isolado do ambiente ao seu redor, ela está num contexto de emoções, de tensões, de correria do dia a dia, de hábitos alimentares, de lazer e, toda essa complexidade inclui o universo do parceiro também. A sua sexualidade caminha junto, alinhada ou não, com a do parceiro.

Ginecologia para Casal em São Paulo

Dúvidas e esclarecimentos para o casal podem evitar alguns ruídos de comunicação e por consequência promover saúde de uma forma mais eficiente.

Muitas vezes alguns detalhes dos sintomas passam despercebidos pela mulher, mas são reforçados e lembrados pelos parceiros durante a consulta, fato esse que tende a somar para um melhor cuidado geral dessa mulher.  O mesmo acontece com o tratamento, sempre existe um detalhe da orientação que é percebido e fixado melhor por um dos cônjuges; e isso fará diferença na continuidade e adesão desse tratamento fora das paredes do consultório, dentro da realidade desse casal e da sua dinâmica de vida.

Uroginecologia

Qual mulher nunca ouviu falar de alguém que tenha perda de urina aos esforços, ou que perceba uma bola na vagina, ou a famosa bexiga caída, ou que tenha infecções urinárias de repetição, ou dor importante na bexiga; pois bem é o uroginecologista o especialista que trata dessas alterações dentro da ginecologia. Muitas vezes esses sintomas não são expostos ao médico, seja por constrangimento ou até mesmo por considerar como parte normal do processo de envelhecimento.

Os músculos e ligamentos que mantém os órgãos pélvicos no seu devido lugar são chamados de assoalho pélvico; e dentro da ginecologia os especialistas mais íntimos dessa anatomia, assim como do seu complexo funcionamento são os uroginecologistas.

Quando essas estruturas estão fragilizadas, seja por componente hereditário ou trauma, teremos repercussões que podem variar desde abaulamentos na vagina até dificuldades miccionais. É importante lembrar que essas dificuldades podem variar desde não conseguir segurar a urina, até o extremo oposto de não conseguir urinar sem realizar muito esforço, muitas vezes com dor associada.

Num passado não muito distante tudo era resumido e tratado com a cirurgia de períneo, realizada por qualquer ginecologista. Hoje sabemos que as causas para alteração do funcionamento do assoalho pélvico são inúmeras, assim como as opções de tratamento. Atualmente o tratamento passa por alterações comportamentais e de hábitos alimentares, fisioterapia, uso de pessários , além de diferentes técnicas cirúrgicas.

Frente essa ampla variedade de tratamentos é extremamente necessária a minuciosa caracterização dos sintomas, assim como investigação complementar com exames específicos. Todo essa atenção é fundamental para podermos oferecer o melhor tratamento possível numa primeira abordagem.

Portanto a uroginecologia é a especialidade dentro da ginecologia que conduz os pacientes com alteração do assoalho pélvico, tentando diagnosticar e restabelecer a anatomia e principalmente a função dessas estruturas.

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